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Resenha: A vida como ela era

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O.M.G. Não sei nem como começar essa resenha. Que tal… Esse, provavelmente, foi o melhor livro que li no ano inteiro! A vida como ela era é um livro que qualquer fã de distopias, histórias de desastres e fim do mundo vai A-M-A-R. É aquele livro que você não consegue largar antes de chegar na última página. Pra vocês terem noção, eu engoli ele inteiro em um dia! Amei, sim ou claro!?

Pra começar, esse é um livro diferente. O livro em si é um diário, onde a personagem principal, Miranda, conta as experiências dela. Então, todo ele é dividido por datas e pelas estações. Nós começamos a leitura na Primavera e acompanhamos essa fascinante história no decorrer de um ano.

[…] um mosquito pousou em meu braço esquerdo. Matei-o antes que ele me matasse.

Mas, acho que o principal fator do porque ele ser diferente, e um dos aspectos que mais gostei da história, é a realidade. Na capa do livro diz “uma das melhores séries para os fãs de Jogos Vorazes”. Nunca li Jogos Vorazes, apenas vi os filmes. Sinceramente, essa frase não faz jus a esse livro. É muito mais que Jogos Vorazes, muito mais que qualquer distopia que existe aí fora. Nós não vemos tsunamis, vulcões, terremotos, guerras acontecendo, cientistas estudando pra resolver uma situação catastrófica… Nós descobrimos o que acontece: um meteoro colide com a Lua e “all hell breaks loose”. Mas, o foco não é esse. O foco é a realidade. Nós acompanhamos como a vida de Miranda e da família dela evolui (ou regride), com a perspectiva de um mundo desolado.

A autora nos mostra exatamente o que aconteceria se um evento desse tipo de fato ocorresse. Pessoas fazendo estoque de água e comida, comprando tudo, loucamente, sem saber de fato o que está acontecendo. Ou seja, pânico total. As escolas e serviços públicos deixando de funcionar aos poucos. Hospitais indo a loucura. Eletricidade deixando de existir. Preparações para o inverno. Racionamento de comida e água. Doenças. Mortes. Comida terminado. Água terminando. Além do próprio psicológico humano diante de situações extremas.

E é isso! O livro todo é como Miranda e sua família sobrevivem a esse desastre. Pode parecer simples e até chato mas, garanto que não é. É um livro extremamente real, você sente a dor dos personagens, e quando chega ao fim você fica com aquela depressão… Não a depressão “pós fim do livro” mas a depressão “preciso colocar minha vida em perspectiva”, hahaha. É engraçado, mas real. Recomendo demais a leitura e estou louca pelo próximo (sim, tem continuação!).

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