Livros

Resenha: Reached (Conquista) • Ally Condie

reachedHeey! Antes de mais nada, quero dar um aviso. Devido ao retorno das minhas aulas na faculdade, a frequência de posts passará a ser uma vez por semana, nas terças-feiras. Voltando a programação normal: senhoor, que alegria, acabei esse livro, finalmente, aleluia irmãos, socorro! Tá, não é pra tanto. Mas, vou dizer, estava muito ansiosa pra terminar essa série. Porque desde o primeiro livro, ela não me conquistou. É boa? É. Mas não é óoootima. Se você perdeu as resenhas dos dois livros anteriores, clique aqui e aqui. E vamos, lá!

Título original: Reached
Título Brasileiro: Conquista
Autor(a): Ally Condie
Nota:
Páginas: 512
Lançamento: 2012
Editora: Speak
Idioma: Inglês
ISBN: 9780142425992
Comprar: SubmarinoSaraiva

Sinopse: Depois de deixar a Sociedade para buscar desesperadamente a Insurreição (The Rising), e um ao outro, Cassia e Ky encontraram o que estavam procurando, mas ao custo de perder um ao outro mais uma vez. Cassia é mandada à Cidade Central, Ky fora das fronteiras, um piloto com Indie. Xander é um médico, com um segredo. Muito em breve, tudo muda novamente.

Fonte: Skoob

Ok. Pra começo de conversa, como vocês sabem (ou  não), estava lendo essa série em inglês. E agora, procurando pela tradução dos termos me dei de cara com Insurreição. Tipo… seriously people? Dá pra fazer bem melhor que isso né equipe da tradução? Então saibam que, quando eu falar The Rising, me refiro a “Insurreição”, hahaha.

Mais uma vez, tenho queixas sobre o livro. E mais uma vez é sobre: nada acontece, praticamente, no livro inteiro! E não, dessa vez não estou exagerando. Pelo menos uns 70% do livro é tomado por capítulos que não acrescentam absolutamente nada a tudo que está acontecendo na história. Eu não espero que uma bomba exploda a cada 3 linhas do livro, mas eu leio esse gênero justamente para escapar da minha vida normal e sem graça, hahaha. Veja Percy Jackson por exemplo, cada virada de página é uma ansiedade pra saber o que vai acontecer. Isso não acontece nessa série.

O que nos leva a minha segunda queixa, a passagem do tempo na história. Em alguns livros, como Game of Thrones, passar de um capítulo para outro te leva a dias, meses, a frente do que está acontecendo e funciona. Mas em Reached, isso não funciona. De um capítulo para o outro se passam várias semanas, mas fica subentendido em algumas partes, que essas semanas que a autora “pulou” aconteceu algo relativamente importante, que ajudaria no desenvolvimento da história. Outra coisa é, tem toda essa lentidão na primeira metade do livro e a partir da segunda metade, quando as coisas começam a ficar um pouco mais interessantes, tudo começa a acontecer muito rápido! Não tem um equilíbrio.

Algo que me incomoda desde o primeiro livro, é o fato do mundo não ser explorado. É um livro distópico, ou seja, estamos em um mundo, ambiente, sociedade, diferentes de como acontece na nossa Terra. Mas a autora não desenvolve isso, ela fica naquela rodinha Cassia, Ky e Xander. Daí o mundo tá explodindo lá fora, mas nós, os leitores, não estamos sabendo de nada. Eles falam do “Inimigo” várias vezes durante o livro, mas quem diabos é o Inimigo?  The Otherlands (não achei a tradução dessa), algo como as “outras vilas”, são introduzidas em Reached, mas o que que é? A pior coisa é introduzir algo na história e não explicar ao leitor em algum momento. A autora faz todo um suspense em cima disso, dizendo que quem vai pra lá nunca volta, mas não dá explicação nenhuma depois.

E minha última reclamação: o antagonista. A Sociedade? A “Insurreição” (-.-)? Esse conceito fica bem confuso, a história apresenta essa luta contra o sistema que a Sociedade impõem, daí temos uma rebelião que na verdade não está se rebelando contra nada, pra terminar lutando contra uma doença que caiu de paraquedas na história. Tipo… Ahn?! Eu até diria que o antagonista é o tempo. Isso seria legal, né? Só que através do livro eu não consegui sentir aquela ansiedade e adrenalina que uma pessoa, normalmente, sentiria caso a população inteira estivesse morrendo devido a um vírus letal e contagioso.

Mas não posso dizer que não gostei inteiramente, e agora, depois de ter terminado, confesso que sinto falta! Mesmo achando que várias partes do livro foram mal-desenvolvidas e algumas questões ficaram em aberto. E o que posso dizer é que esse é o tipo de livro que você precisa ler e tirar suas próprias conclusões. O livro é todo voltado pra poesias e tal, mas eu que não sou nem um pouco fã de poesia, posso não ter entendido as coisas de maneira correta. Mas no fim, eu gostei e valeu a leitura.

fangirl_no

E é isso. Espero que tenham gostado da resenha. Em breve, teremos muito mais! <3 Não esqueçam de curtir a fanpage, viu? Xoxo.

Share:
Post Anterior Próximo Post

Posts Relacionados

2 Comentários

  • Responder Larissa

    Lembro dos seus comentários nas resenhas anteriores! Acho uma pena quando a gente vê potencial nos livros e as coisas não são bem aproveitadas nele :/
    Admito que ri do “A “Insurreição” (-.-)?” aiushais não me pergunte o motivo XD mas ri por alguns segundos disso XDDD
    bjuuuus Dani!

    24 de Fevereiro de 2016 at 22:07
    • Responder Daniella Santos

      A Insurreição fez meus olhos sangrarem! HDUSHDUSHSHH mas é verdade, a ideia tinha muito potencial e ficou bem a desejar! :(
      Beijoos Larii! <3

      24 de Fevereiro de 2016 at 22:50

    Responder